www.apperj.com.br
site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
II Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro
(Prêmio Francisco Igreja)


APRESENTA
os 20 melhores textos, do Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro, que concorreram ao Prêmio Francisco Igreja / 2009 e foram apresentados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no dia 28 de setembro, a partir das 16:30h, no Auditório Machado de Assis (entrada pela Rua México)

Juri da seleção:

app Eurídice Hespanhol - coordenadora geral do Movimento POETAS SEM FRONTEIRAS/RJ.
app Glenda Maier - presidente da APPERJ de 1996 a 2001. Cronista premiada pela UBE/RJ.
app Juçara Valverde - coordenadora do evento literário POÉTICA D'ARLEQUIM/RJ.


app Eurídice Hespanhol; app Glenda Maier; app Juçara Valverde

Juri da final:

Igor Fagundes - carioca, é poeta, jornalista, ensaísta, crítico literário, ator, mestre e doutorando em Poética pela UFRJ, onde é professor de Teoria Literária.
Mônica Montone - poeta, atriz atuando em monólogos poéticos nos eventos literários por todo o Brasil. Produziu o programa Palavrão - primeiro programa de poesia da TV brasileira, no Canal Brasil - além de ser sucesso absoluto na Internet com sua blog de literatura Fina Flor.
Ricardo Alfaya - participa do movimento de poesia visual e arte postal, com diversos trabalhos expostos no Brasil e no exterior. Integra 22 antologias. Jornalista, crítico literário.


Mônica Montone, Igor Fagundes & Ricardo Alfaya

n° de inscrição
poema
autor
cidade/UF
2
Estrada do destino
Condorcet Aranha
Joinville/SC
29
Palavras
Aluizio Rezende
Rio/RJ
34
Ao poeta Narciso
Regina Araújo
Rio/RJ
37
Lambendo com a Língua Portuguesa
Julinho Terra
Rio/RJ
39
Cárcere privado
Lêda Miranda
Rio/RJ
44
Intimidade
Hernani Bottega
Rio/RJ
53
Eremita urbano
Rildson Alves
São Paulo/SP
61
IML
Éder Rodrigues
Belo Horizonte/MG
62
Alternativa para Ana Cristina Cesar
Sérgio Bernardo
Nova Friburgo/RJ
66
Romance virtual
Cris Dakinis
São Pedro D’Aldeia/RJ
68
Interrogações intemporais
Larissa Loretti
Rio/RJ
70
Reencontro
Banaiote Gazal
Rio/RJ
73
Crise poética
André Caldas
Rio/RJ
77
Frases soltas
Thiago Luz
Rio/RJ
93
Homem das Américas
João Feital
Rio/RJ
102
Angústias kamikazes
Luiz Poeta
Rio/RJ
107
Ciclos
Sandra Reis
Rio/RJ
112
A boneca
Simone Alves Pedersen
Vinhedo/SP
117
Os amantes
Bernardo Miller
Rio/RJ
133
Versos plurais
Amélia Marcolina da Luz
Pirapetinga/MG

Obs: apperjianos que concorreram ao Troféu Francisco Igreja
Aluizio Rezende; Regina Araújo; Lêda Miranda; Hernani Bottega; Larissa Loretti;
André Caldas; Sandra Reis

 

ESTRADA DO DESTINO
app Condorcet Aranha

As areias subiam pela força do vento,
Folhas secas forjavam um tapete a mover,
Eu no fim da estrada com os passos já lentos,
Superava as saudades do mundo e do ser.
Aonde vou? Perguntava a mim mesmo,
Que sequer entendia o que estava a fazer,
Caminhando na estrada sem rumo, a esmo,
E chegar nem sei onde, sem saber o que ver.

Nessa estrada que acaba num abismo sem fim,
Tem um vale sagrado e um segredo guardado,
Que não posso dizer por que a vida é assim,
Com esperança, ilusão, fé e até um legado.
Um legado que deixo a vocês e enfim,
Ser usado sem medo, com o amor ofertado,
Lembranças, saudades de paz e de mim,
Num tempo implacável que me fez de passado.

É difícil entender a razão do estar,
Quão difícil seguir numa estrada a ilusão,
E depois se atirar num abismo a sonhar,
Sob a ordem do amor de um tal coração,
Sem saber o que pode no além encontrar,
Ou nem mesmo no fundo do abismo ter chão.

Mas passamos no tempo e chamamos de vida,
Deixando as histórias por vezes sem fim,
Cortadas por dores ou fontes amigas,
Onde brotam a tal paz e as saudades de mim,
E também jorrarão muitas lágrimas frias,
Daqueles que flores colheram, no mesmo jardim.

 

P A L A V R A S
app Aluizio Rezende

palavras que sei
palavras que amei

palavras deixei
em banho-maria
quem sabe era o dia
de não as usar

palavras deixei
dormindo acordadas
pra que elas pudessem
me incomodar

palavras deixei
quarando ao sol
já estava na hora
de as recolher

palavras deixei
comigo na cama
algumas me afagam
só uma me ama

palavras deixei
lá dentro do armário
o meu inventário
vão ter que abrir

palavras deixei
pros meus oponentes
pra que eles degustem
ou afiem os dentes

palavras deixei
no alto-falante
o vento as levou
sumiram num instante

palavras deixei
pro meu cativeiro
carrego uma a uma
o tempo inteiro

palavras deixei
agora é que eu vi
que não escolhi
as que vão comigo

 

AO POETA NARCISO
app Regina Araújo

Não me enamorei de ti, pois não sou a ninfa Eco
para somente tuas palavras ficar a repetir.
Sou apenas a lágrima de afeto
que do teu olho caiu
desfazendo o espelho que na água te refletiu.
Como simples gota molhada de sal
desfiz teu ego inflado,
nublando a imagem do mal
que te prendia ao desejo pelo virgem lago.

Como lágrima, fui meramente reflexo
da tua vida sem nexo,
ao rejeitar qualquer outro afeto
que não o teu próprio espelho, um deserto.

Te enganaste, meu belo poeta-amigo.
Nunca fui uma ninfa a te seduzir.
Sou tão somente o espelho da tua dor contida,
à qual não mais consegues resistir.

Tu que a tantas musas, com tua poesia, encantou,
e em busca da inexistente perfeição a todas rejeitou,
por um leve engano do teu ego-inflado
conheceste a minha pura emoção:
Foste morto pelo espelho da tua imensa e sórdida solidão.

 

LAMBENDO COM A LÍNGUA PORTUGUESA
Julinho Terra


Sou um sujeito simples
sem muitos adjetivos.
Lambo com a língua portuguesa
algo indefinido
que possa ser relativo.
Quem me olha com olhar gramático
percebe
neste homem-poeta
um substantivo
composto
de sonhos e fonemas.
Um pedaço do primitivo.

Meu verbo escrever
é de ligação
embora pareça ser
quando está rabiscando por aí
um agente da passiva.
Na verdade
ele transita
em versos
livre
entre o direto
e o indireto
com sua voz ativa.

 

CÁRCERE PRIVADO
Lêda Miranda

2º lugar, também Troféu Francisco Igeja


app Márcia Leite, app Lêda Miranda & app Sérgio Gerônimo

Esses grilhões que a ti me prendem,
ninguém vê, mas existem.
Eu os sinto,
sinto muito e gosto bastante.
Prezo ser tua presa, tua amante.
Por essa total entrega,
confesso: eu sou culpada.
Nem precisa julgamento,
a sentença já foi dada:
do amor, aperta os laços,
me prende logo em teus braços.
Que liberdade que nada!

 

INTIMIDADE
app Hernani Bottega

Mãos escorrem
em delicado e sinuoso toque
e param num recanto.
Repousam com suavidade,
dormitam por enquanto,
mas logo recomeçam.

Lábios sugam, aos bocadinhos,
do corpo todas as partes,
enquanto dedos irrequietos,
fazem todas as artes,
banem todos os medos.

Não há mandos, nem comandos,
só afagos, afagos, afagos.

Não há pressa, nem conversa,
só carícias, carícias, carícias.

Sem imposições,
a cada posição,
só amor, amor, amor.

O eremita urbano
Rildson Alves

Nas noites solenes
Nos dias de sol
Numa canção em sol
Encontro-me só

Como um embrião de uma espécie rara
Como um retirante num pau-de-arara
Como um coração que não se declara
Encontro-me só

Pelas calçadas, verme rastejante
Pelas caladas da noite, ruminante
Pelas verdades vis e delirantes
Encontro-me só

Sangrando, minando, transpirando frio
Dores, odores, medos, calafrios
Rasgado, calado, desertos a fio
Encontro-me só

Olhos perfurados na fome e miséria
Alma corroída no túnel das eras
Sonhos afogados no oceano de feras
Encontro-me só

Para morrer nos braços de ninguém
Para calar os ecos do além
Para vagar nas lembranças que não vêm
Encontro-me só

Encontro-me cego, abismo espectral
Encontro-me surdo, silêncio letal
Encontro-me mudo, verbo gutural
E só.

I M L
Éder Rodrigues

3º lugar


app Márcia Leite, app Jorge Ventura (intérprete) recebendo o prêmio pelo autor & app Sérgio Gerônimo

(Não há rastros por onde passo.
As portas emperram, encravam, se fecham, me abrem)

Éter em vertigem embaça a forma tida como face.
Na garganta:vômito preso, sem alívio, sem escape.
E não falo. Não ouso palavras de angústia, de adeus.
Sou silêncio em desacordo. Mãos vazias sem sono algum.
O tão perto de antes, agora é uma sala pequena,
e o leve tecido que lhe cobre esconde sua completude.
Guardo o dilúvio nos olhos e recolho para mim mesmo
o desejo que viveu no teu corpo distante.
(Tão impossível desnudá-la assim)
Agora com teus sonhos inertes, nada mais posso
sorver da tua fé, da tua sede, da tua febre.
Flor despedaçada em desconhecido asfalto.
:dispersas tuas pétalas, confuso teu perfume,
em sombra a tua cor.
Cabeça, torso e os seios ainda fartos de solidão.
Olhar cerrado para o que falta.
Palavras semi-úmidas abafadas em gazes e algodão.
Abraço desfeito em carne e saudade disformes,
num silêncio velado no acidente do teu rosto.

Sim, reconheço: era um sorriso
num resto de lábio fino,
batom exposto e saliva pouca.

Vermelho-sangue no que era viço
e Morte, a cobrir o céu
e as terras da tua boca.

(Não há rastros por onde volto nem quero que eles existam.
Sinto flores por todo o corpo e
as portas se abrem, desabrocham, escancaram, me fecham)


ALTERNATIVA PARA ANA CRISTINA CESAR
Sérgio Bernardo

1º lugar - Prêmio Francisco Igreja
Melhor intérprete do festival - Antonio Sciamarelli


app Márcia Leite, Sérgio Bernardo & app Sérgio Gerônimo


app Márcia Leite, Antonio Sciamarelli & app Sérgio Gerônimo

na cama de todo dia
estender a colcha
deitar em decúbito ventral

pegar a caneta
e o bloco de anotações
sobre a mesa de cabeceira

não pensar em ligação telefônica
cena de melodrama
nem uma carta ou mesmo
bilhete de despedida

apenas uns vinte e poucos versos
como uma janela aberta

matar-se dentro do poema

 

ROM@NCE VIRTU@L
Cris Dakinis

23:15 -
“O gosto de tua língua
É morno, algo tão bom!
Brincando neste balanço
Adeus meus “gloss” e batom...”
23:18 -
“O cheiro de tua presença
É manso, um sonho lindo!
Percorro o seu corpo todo
Aspiro e vou subindo...”

Como eles escrevem isso
Ao longo da tela fria?
De tanto virtualismo
Amor por telepatia...

Romance dos mais perfeitos
Distantes; pura ilusão!
De longe, não há defeitos
É pura digitação...

 


INTERROGAÇÕES INTEMPORAIS
app Larissa Loretti

Que história é esta de madrigais ?

Que cicatriz é esta
no sonho, na memória?
Que gesto de ternura é este,
incapaz de mostrar-se ?
O que é este amor,
denso, eterno,imenso,
como o tempo,
geratriz do instante,
antecipado, acontecido,
enigma estelar, verso exaurido,
semente e abismo,
presença íntima da inverdade?
Que é este nada do tudo que resta ?

Respondo:

resíduos de festa
e a lâmina do silêncio
na dimensão da saudade!

 

REENCONTRO
Banaiote Gazal


Pensavam que as vidas estavam mortas
Mas ao se juntarem as mãos, refizeram de amor,
Antigo jogo.
Ao pé da fogueira dos seus desejos,
Consagraram o tempo agonizante.

Em busca de suas próprias cinzas
Deixaram-se ficar, no abandono de lembranças
Que se consumiam

Dizem que vieram se buscando em cada esquina,
Nas metades encontradas.
Até que se mostraram por inteiro.

Nas manhãs de sol que amealharam no olhar,
Resgataram memórias dos seus dias,
crescidos de sombra
Á espera do seu próprio outono.

Navegaram a vida,
No encontro de chuva,
Que se espraiava na argila da rua.
O fogo estava lá, a luz. inquieta
Resgatou o sonho
Na lembrança quase ressequida.


Crise poética
app André Caldas

Não quero mais saber de você,
Papel em branco, inútil e mordaz.
Fique aí, no parapeito, quieto,
Esperando o vento do jamais!

E você, caneta maldita?
Aonde pensa que vai?
Acha que sem o papel
Vai suspirar mais um ai?

Quero escrever agora, de verdade,
Com o cotoco daquele ex-lápis sujo
Que se encontra no fundo do lixo
Do menino que foge da escola!

Quero escrever agora, na verdade,
Daquele solitário papel, não mais branco,
Que na fria madrugada de inverno
Perambula ao vento pelas ruas!

Façamos, então, um pacto,
Ingratos papel e caneta,
Sumirei nos becos da noite,
E vocês, aqui fiquem à espera...

Quando eu voltar, desiludido,
Só terei um pedido a fazer...
Perdoem este louco poeta
Que só quer uma luz p’ra escrever!

 

Frases Soltas, Pensamentos Livres
Thiago Luz

I
Quando tudo é lama
Os pássaros são deuses.
Quando o sol esquenta
O céu é sob árvores.
Quando a rua pega fogo
Cada quintal é um paraíso.
E quando chega a guerra
Matar é heroísmo.
II
Quando nada faz sentido
Cada frase é auto-ajuda.
E quando o mundo busca um deus
Eu monto a minha igreja.
III
Em cada contracheque
A vida vale um preço.
E num poemeto gratuito
Qual um palhaço e um terço:
Eu faço de graça a minha graça em busca de graça.

 

Homem das Américas
João Feital


Eu vi o homem das cavernas, andando na avenida das Américas,
era um homem das Américas andando em avenidas sem cavernas.

Perambulando independente, um sem-teto
mas que coisa indecente...

Um mahatma , um Jesus, entregue a sorte carregando a sua cruz.
Andou e ninguém, percebeu...

Morreu e foi morar com Deus,
No teto de Deus: ele, tu e eu...

Nada é teu, nem meu.

Veja no que deu:

Viveu, viveu, viveu!


ANGÚSTIAS KAMIKAZES
Luiz Poeta

O que se perde, volta em forma de saudade,
Sem piedade, numa lágrima que traça
Em cada graça, um resto de felicidade,
Quando a verdade ri da dor e da desgraça.

O que se traça, nem sempre segue o trajeto;
Há, no projeto, sempre a possibilidade
De se partir em dois o corpo do objeto,
Quando o concreto flui da sensibilidade.

O que se quer, no abandono, é companhia;
A dor macia é como pétala que dança
Sobre a bonança sedutora da alegria,
Quando a poesia faz do dia, a esperança.

É na presença da saudade solidária
Que a arbitrária solidão evidencia
Em cada lágrima macia e necessária
A solitária sensação de nostalgia.

A alma cria resistências tão fugazes
Às eficazes sensações de abandono,
Porém a angústia dos prazeres Kamikazes
Pousam nas bases de um sonhar quase sem sono.

O que se perde e se resgata, quando volta,
Tem como escolta, a lembrança de um momento
Que busca alento no amor, mas se revolta,
Pois nunca solta a mão da dor... do sofrimento.

O que se ganha após a perda é um vazio,
Fruto do frio que se instala e movimenta
A nevoenta solidão de um cais sombrio
Onde o amor é um navio.... que se ausenta.


Ciclos
app Sandra Reis

Pudera, com um gesto,
reter o tempo
e o instante
que passou.

Pudera o amor,
exercício que não cansa,
soprar o vento da travessia.

Pudera o tempo
aplacar a dor
do que o desejo
não mais alcança.

Porque o amanhã é sonho,
é mão que arma o arco,
mira o alvo,
solta a flecha e lança.


A BONECA
Simone Pedersen

Pés descalços no chão
Corpo disforme, raquítico
Barriga grande
Dedo sujo na boca

Terra molhada,
Esgoto a céu aberto
Caixas de papelão
Lar dos subumanos

Urubus e capivaras
Animais de estimação
A boneca tão limpinha
Aninhada no coração

A menina cresceu
E cheirou cola
Depois vendeu seu corpo
Assaltou pedestres felizes
E se mudou para a prisão

Mas a boneca, ah!
Aquela boneca
Sem cabelos
Lavada com lágrimas
Choradas pela dor de fome
A boneca, ah, a boneca
A menina levou com ela.


OS AMANTES
Bernardo Miller

A mulher que amo
faz comigo o gérmen do dia.
Viver ao seu lado
é como partilhar o pão fresco ao entardecer.
Todos os trigais nos assomam.
Um verdejar dourado viceja
do nosso único rebento, carne da mesma poesia.
Tudo o que sabemos
é comunhão.

(O homem sensível entrega sua delicadeza
à mulher madura, que o ama e compreende.
Também ele é entrega e acolhimento.
Ela o sensibiliza, por sua oferta de chão
e por sua rede de sonos.)


VERSOS PLURAIS
Amélia Marcolina da Luz

O poeta estava no cio
Ávido procurava papel e tinta,
as palavras o atormentavam...
Tateava os versos em toques, em carícias,
transbordando toda a sua estranha sensualidade!
Desejava a morte heróica
representando toda a sua geração
sentimento, espaço, tempo!
Ampliava a sua travessia, agigantava-se, engrandecia-se,
superando os meros limites humanos, banais, mortais!
Um fogo vivo ia além saindo do seu silêncio enigmático.
Incendiava o papel virgem sem destruí-lo, sem queimá-lo,
registrando sua dor, seu amor em palavras inflamadas,
anunciação da sua sexualidade aflorada.
A engenhoca misteriosa era noturna
plena de significações e gemidos orgásmicos!
O sonhador de versos expunha-se,
mostrando seu rosto desnudo,
antes autista, no espelho da vida!
Criava sua cotidiana mitologia
que na verdade, era o bem maior
que lhe pertencia!
Os dedos deslizavam viris
compondo a relação língua/poesia
na alcova santificada
do seu sagrado ofício: era tudo que queria!
Sangrava e se feria, buscando a emoção máxima,
exorcizando a ingênua palavra que explodia incontida
ao toque hábil dos seus dedos sedutores!

Fotos by app Flávio Dórea

Outras informações pelos tel: Márcia Leite (21) 2447-0697 / Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863.
Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO

I FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO


generico cialis levitra senza ricetta viagra costo levitra acquisto cialis senza ricetta kamagra acquisto cialis prezzo kamagra italia acquisto kamagra comprare viagra acquisto levitra acquisto viagra viagra generico viagra comprare viagra acquisto levitra prezzo generico viagra cialis generico levitra generico