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site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
IV Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro
(Prêmio Francisco Igreja)


ANUNCIA OS VENCEDORES:
os 20 melhores textos, do Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro, que concorreram ao Prêmio Francisco Igreja / 2011 foram apresentados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no dia 16 de setembro, a partir das 16:30h, no Auditório Machado de Assis (entrada pela Rua México)

Abaixo leia os poemas e saiba quem foi o Corpo de Jurados e classificação final

Juri da seleção:
app Glenda Maier - presidente da APPERJ de 1996 a 2001. Cronista premiada pela UBE/RJ.
app Márcia Leite - foi vice-presidente da APPERJ, blogueira, webeditora de Deleite's.
app Mozart Carvalho - professor de Língua Portuguesa / Literatura, membro do Conselho Editorial da Revista Literária Plural.


app Glenda Maier; app Márcia Leite; app Mozart Carvalho

Juri do encerramento:
Djalda Winter Santos- nascida na cidade do Rio de Janeiro, professora formada pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro; dedicada ao estudo da língua inglesa, tem diversos diplomas, inclusive os de Proficiency das universidades de Michigan (U.S.A.) e Cambridge(Inglaterra). É sócia do Standard Phonic Drill Centre – Centro de Conversação em inglês – onde, durante 25 anos, organizou concursos de trovas em inglês. É sócia do Women’s Club do Rio de Janeiro onde, atualmente, exerce os cargos de Assessora da Presidência e Diretora do Departamento de Produções Teatrais. É trovadora e associada da União Brasileira dos Trovadores onde ocupa, atualmente o cargo de Vice-presidente de Cultura. Participante ativa dos Concursos de Trovas do Brasil, já conquistou, até agora, 65 troféus e 60 medalhas. É membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Defesa Ecológica é, também, haicaísta – uma das fundadoras do Grêmio Haicai Águas de Março, do Rio de Janeiro.
Godofredo de Oliveira Neto - nasceu em Blumenau/SC, reside no Rio de Janeiro, cursou seus estudos superiores na França e atualmente reside no Rio de Janeiro. Professor do Departamento de Línguas Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, graduou-se em Relações Internacionais pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Paris II (França) e em Letras pela Universidade de Paris III (França), onde também realizou seu mestrado em Letras. Possui ainda o título de Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ocupou diversos cargos técnicos em instituições nacionais e internacionais, e integra diversos grupos de pesquisa em literatura, dentre os quais o comitê de pesquisadores da Association Archives de la Litérature Latino-américaine des Caraibes et Africaines du XX Siècle, ligado à UNESCO. Preside a Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação do Brasil e o Conselho Científico do Instituto Internacional de Língua Portuguesa da CPLP, entidades responsáveis pela implementação do novo Acordo Ortográfico nos países lusófonos. Pesquisador de Graciliano Ramos, é autor de diversos livros.
Maria Amélia Amaral Palladino – nasceu em São João Del Rey/MG, reside no Rio de Janeiro. Licenciada em Letras Anglo-Germânicas pela Faculdade de Filosofia e Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito, ambas da Pontifícia Universidade Católica do R. Janeiro. Professora de Português do Colégio Pedro II, onde foi Diretora Geral. Diversos livros e trabalhos publicados. Várias honrarias, prêmios e medalhas nacionais e internacionais, destacando-se a de Bacharel Honoris Causa do Colégio Pedro II, o prêmio Carlos Drummond de Andrade, este ano em Itabira/MG, e também este ano a Medalha de Mérito Militar da ABRAMMIL, participante ativa do mundo literário nacional e internacional. Vice-presidente da Federação das Academias de Letras e Artes do Rio de Janeiro.


Godofredo de Oliveira Neto, Djalda Winter Santos e Maria Amélia Amaral Palladino

n° de inscrição
poema
autor
UF
6
Imagem
Elisa Flores
RJ
9
Aquedar e quedar
Fabiano de Matos Martins
RJ
10
Querência
Rita Gemino
RJ
14
Rezadeiras
Tonho França
SP
15
1º lugar: A moça...
Tonho França
SP
19
Alumbramento
Pedro Ernesto Araújo
RJ
21
2º lugar: Anjo negro
Pedro Ernesto Araújo
RJ
31
Quimera
Luiz Gondim
RJ
44
A dor que não é a maior do mundo
Helena Amaral
RJ
54
3º lugar: Inversão
Teresa Drummond
RJ
64
Uma voz
Carlos Theobaldo
SP
72
Passou
Don Pablo
RJ
78
Pontual
Tatiana Alves
RJ
80
Rejeição
Tatiana Alves
RJ
83
Confissão
Flávio Machado
RJ
86
Transcendência
Teresinha Faraco
MG
87
Desastre
Hernani Bottega
RJ
94
Vida opaca
Abilio Kac
RJ
98
Folha seca
André Caldas
RJ
99
Pneumorragia
André Caldas
RJ

Obs: apperjianos que concorreram ao Troféu Francisco Igreja
Elisa Flores, Teresa Drummond, Tatiana Alves, Teresinha Faraco, Hernani Bottega e André Caldas

 

Classificados do IV FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO e premiação final

Nº 006
App. Elisa Flores

Intérprete: a autora

Imagem

Parecia voar
Sentia-me pássaro
A graça dos braços
Qual asa de garça
Flutuavam no espaço
Pés bailarinos me envolviam
Ao rodopio da imaginação
Adolescente

Flores nos cabelos e no corpo
Abriam suas pétalas
Sob silencioso êxtase
Da emoção impressionando
os sentidos

Da parede
Degas me olhavam
Surpreso


Nº 009
Fabiano de matos Martins
Intérprete: o autor

Aquedar e quedar

Ouça a voz,
Ela pulsa em meu peito
à noite
É a voz que reconhece
em si mesmo;
Que te acorda na manhã
pós-pernoite

Não afoito
siga
como pássaros
vão...
todos cuspindo ar;
como os braços
que tudo abraçam
abarcam teu peito
a quedar
e quedar

Não há pleito
inerente
ao que te fala
essa voz
Ela diz
condescendente
algo forte
e atroz
É faca de dois gumes
por certo
É tão direto, o que diz; é tão completo...
Descinge a ternura
para além do olhar;
cessa os idos para além;
da janela;
quer á queda
quedar e quedar


Nº010
Rita Gemino
Intérprete: a autora

Querência

Exagero se ainda
Amo-te desse jeito
Entre uma lágrima
E uma imagem
Uma saudade
E a luz fosca do quarto.

Perdoe-me se ainda
Quero teu amor assim...
Num entardecer da lua
No rasgar do vento
No selar da vida.

Estranho obsessivo amor
Esse o meu
Que ouve a música
Ainda não composta
Que samba em pleno três de junho...
...Que rasga o travesseiro
Que veste o verso
E sai para a rua
Descaradamente suja
Do teu
cansaço.

 

Nº 014
Tonho França
Intérprete: a atriz Elisa Ramos

Rezadeiras

Presilhas em finas pedras adornavam
Os cabelos longos e acinzentados.
pétalas de rosas negras
compunham suave véu que
cobria parte da sua face.
Tinha os pés de terra, barro e musgo
E foi com terra que aprendera todos os cantos e rezas
Era intima da morte
E frágil como luz de lamparina.

Era neta de rezadeira
Filha de rezadeira
Mas a única a ter nos olhos duas ametistas vermelhas
E treze dedos nas mãos
O hálito de música e sementes de ervas sagradas
Pousavam luz em todas as chagas e dores
E o seu lábio o vento brando com aroma de flores
guiavam as almas além das serras e dos céus

Era frágil como luz de lamparina

Morria só, toda noite, como as luas
E com o sol
Renascia sempre
No mistério eterno do barro e do musgo
Da terra das rezadeiras...


Nº 015
Tonho França - 1º lugar de Melhor Texto, Prêmio Francisco Igreja

Intérprete: a atriz Elisa Ramos (Prêmio de MELHOR INTÉRPRETE do Festival)

A moça...

Tinha os olhos e cabelos formados por feixes de águas negras e profundas
A pele morena e lisa em tom de terra secular e misteriosa
Lábios finos e doces como sumo dos morangos
Sua voz era a mesma das deusas e das prostitutas
E guiava o voo dos pássaros e o rumo do sol
O vestido de neve rendado por pedras e ervas
cobria o corpo bordado em fios de ouro e pérolas
Era a moça de Santa Cruz de La Sierra
Era a moça de santa Cruz
Na mão direita estampada a face de vários mortos
E na outra um cajado de lua e estrela
Os seios erguidos apontavam o céu
amamentavam pequenos anjos que nasciam nas noites de inverno
Não era amante de homem algum ou de qualquer criatura
Os pés descalços pisavam o tempo e as promessas
Suas lágrimas banhavam os vales em trigos e vinho
E era a moça de Santa Cruz de La Sierra
Era a moça de santa Cruz
Era a santa
Ela a cruz


Nº 019
Pedro Ernesto e Silva de Souza Araújo

Alumbramento

Ando com cara de amor pelas ruas
Levo nos olhos um doce assombro.
Estou quase levitando.
Às vezes me sinto só e desamparado
até a hora do encontro.
O fogo extinto, entre cinzas da vida,
virou, um imenso sol
que carrego pela cidade.
À noite, no silêncio grávido de espanto,
fico acariciando a tua voz,
tua suavidade imponente.
Teu corpo de sonho me toma
entre sombras bailarinas
de minha solidão.
Tudo agora para mim é amor.
O vento que espalha minha poesia
tem teu hálito.
Ouço, entre vozes, a tua voz,
E, de repente, só ouço a sinfonia de teus beijos,
A poesia derrama em tua casa.
Sinto, sonâmbulo, a alegria de seu vinho
que embebeda meu coração,
que percorre meu sangue de poeta
até a epifania final dos corpos
na cama iluminada.

 

Nº 021
Pedro Ernesto e Silva de Souza Araújo - 2º lugar de Melhor Texto - Prêmio Francisco Igreja
Intérprete: o autor

Anjo Negro

Meu amor te vigia de mansinho.
Dormes, sublime como um deus. Ao lado
De teu corpo, eu indago, em nosso ninho,
O mistério da carne irrevelado.

Vejo-te nesse Olímpo imaginado
de minha cama tosca e bebo o vinho
do desejo, entre calmo e arrebatado,
antegozando o céu, devagarinho.

Dorme, anjo negro, o teu dormir divino.
Não te fira fogo e meu espanto
E este punhal da noite, frio e fino.

Não te perturbe a carne em desatino
Não te acorde a loucura de meu canto
E esta morte chorando em meu destino.

 

Nº 031
Luiz Gondin
Intérprete: a app Marcia Barroca

Quimera

Quando se viu
entre paredes do inevitável,
conteve o grito,
amordaçou a dor.
Do silêncio tornou-se cúmplice,
Do vazio extraiu calor.
E assim, sobreviveu
dobrando folhas do outono,
filtrando açoites do inverno.
Abraçou-se à primavera,
que raiou qual quimera,
conluio de pássaros à janela.
Tudo seria tão diferente,
Reintegrada ao mundo, novamente,
Não mais pejada, aberta a cela.

Nº 044
Helena Amaral
Intérprete: a autora

A Dor Que Não É A Maior Do Mundo

Mesmo se não é a maior do mundo,
A dor,
Não fica conversando no meio da rua.
É escondida,
É um esforço do peito
Que tudo engole
E quando só, soluça e chora sem jeito.
À aproximação, foge arredia,
E um franzir dos lábios denuncia,
Sua mágoa.

 

Nº 054
Teresa Drummond - 3º lugar de Melhor Texto - Prêmio Francisco Igreja e Troféu Francisco Igreja
Intérprete: a autora

Inversão

O lirismo não mais me pertence.
A própria história escreve meu verso
verso de sangue que mancha a calçada
verso que corta o verbo à navalha

Meu verso é sangue
que desce do morro
e aponta a arma na minha cara
É retórica vazia
é guerra fria
de falsos deuses
engravatados

Meu verso é sangue
(e não coagula!...)
tristeza intensa
remorso vão
dói-me nas veias
amargo e quente
e jorra vil
no coração...

Se a palavra
cravada de balas
morre aos pés
do meu poema...

Assassinaram o lirismo!...
Sou artéria rompida
Entre a vida e a morte.

 

Nº 064
Carlos Theobaldo
Intérprete: a afim Nely Madsen

Uma Voz

O poema nasce dessa
Incoerência
Branco, puro, simples
O poema, como uma flor,
Nasce

O poema nasce
Assim,
Sem traumas ou cantos
Sem sorriso ou prantos
O poema vive

O poema, vivo
Manifesta-se dessa forma
Fazendo do seu corpo só seu
Nosso corpo em norma

O poema é singular
Único e sereno
Surge da vontade
Louca
De fazê-lo nascer
E dessa ambiguidade
Jorra pelos versos
Brancos, puro, simples
Como a vida

 

Nº 072
Don Pablo
Intérprete: o autor

Passou

Passou uma ambulância alarmada
Passou a polícia alarmada
Passou o bombeiro alarmado
Passaram pessoas alarmadas
Passaram curiosos alarmados
Todos passaram
Todos passaram alarmados
E voltaram tranquilos
Foi alarme falso

 

Nº 078
Tatiana Alves
Intérprete: a autora

Pontual

Fui criada para ponto
Ponto em cruz
Ponto de bala
Cozinha e costura: relógio de ponto
E eu me mantinha trancada
Um dia ouvi um ponto
Ponto riscado
Ponto cantado
E a pomba marcou ponto na minha vida-encruzilhada.

Hoje não dou ponto sem nó
E, botando os pontos nos ii,
Ponho o ponto final.
Saio bem tarde
Camuflando a cicatriz dos pontos que levei.
Vou pra vida
Vou pra esquina
Onde à noite faço ponto.

 

Nº 080
Tatiana Alves
Intérprete: a autora

Rejeição

Uma gota cor-de-rosa pinga agora no papel
Cai, furtiva, da paleta, sem esperar o pincel.
Não era a cor desejada pelo triste menestrel:
Buscava ele o azul que vislumbrava no céu.

Mas o rosa, cor teimosa, cavalga em bravo corcel
E galopa, orgulhosa, com as madeixas ao léu.
Pensa ser agora livre, mas é presa ao carrossel
E lhe enfiam, boca adentro, ardentes gotas de fel.

Pobre rosa, preterida, mantém-se ainda fiel
Ao poeta que um dia a decantou no papel.
Falam línguas diferentes, tons difusos na Babel,
E o poeta ‘inda sonha com o azul da cor do céu.

 

Nº 083
Flávio Machado
Intérprete: o autor

Confissão

não tenho cara de poeta
nem jeito de literato
não uso palavras eruditas
não dito moda
não sou conhecido nas rodas engajadas
não tenho amigos importantes
não nasci no interior
e acho que letra de música é poesia sim senhor

gosto dos poetas marginais
e acho simbolistas e parnasianos chatos demais
não faço gênero
não invento performances
não cedo um milímetro dentro da minha ausência de métrica
não concedo espaço para as regras
sobrevivo por instinto e por misericórdia divina

não rimo nos sonetos que não escrevo
de tônica apenas água
de rica apenas as noites insones
não há salvação fora da poesia
nãos serei o próximo vencedor de nenhum prêmio
não estou dentro dos padrões
escrevo aquilo que me agrada
busco a novidade nos versos
porque tudo de uma maneira ou outra já está escrito
eu quero o verso novo ainda que não seja do agrado geral
ainda que não se encaixe em nenhum modelo
desejo novas formas
novo conteúdo
e ando cagando para os estetas de plantão.

 

Nº 086
Teresinha Faraco
Intérprete: a app Suely Balthazar

Transcendência

Olha-se no espelho.
Fica a ver as rugas e talhos
que lhe mascaram o rosto.

Tenta enxergar além. Tenta vislumbrar nos vincos,
os campos, o frescor jovem e a infância
pela casa de engenho e pelo sótão.

Fosse possível,
o pensamento centrado e batizado,
num átimo de lucidez, modelaria as fendas.

Cavalgaria cavalo baio, troteando.
Seria outra vez, a juventude
em estado bruto e em ebulição.

Esse mundo de sonhos
que galgado se almejam.
Tão distantes!...

Mas, o corpo, mastigado
pela soma de tempos,
impele o espírito para outra esfera.
Abre-se
nova janela, assinalando vida.
Abre-se a alma
numa flor de campo,
desatando nós.

Nº 087
Hernani Bottega
Intérprete: o autor

DESASTRE

pedra adormecida
em colo
de pedra mãe
estática
serena
mal sabe que a enxurrada
vai chegar
e de lá arrancá-la

rola encosta
abaixo
sem poupar nada
não “rola” compaixão
arrasta tudo que encontra
sem sentimento de culpa

domina
os escombros
velando suas vítimas

só restam pedras
sobre perdas

Nº 094
Abílio Kac
Intérprete: o autor

Vida Opaca

Quisera ser uma orquídea branca, de alma pura,
embora nascido entre pedras negras das cinzas de um vulcão.

Quisera ser uma pétala de rosa para receber
gotas de orvalho na solidão das madrugadas.

Quisera ser um bem-me-quer de um jardim
para aprender a ter autoestima.

Quisera ser uma margarida por ter pétalas de paz
e miolo amarelado da cor do sol e da fruta madura.

Quisera ser um girassol para atrair raios luminosos
na penumbra da minha vida.

Quisera ser um jardim florido para atrair
abelhas, borboletas, beija-flores e assim ser útil.

Não sou estrela, mas gostaria de ofuscar a terra,
e poder gritar: não sou transparente!
Tenho vida opaca, mas estou vivo!

 

Nº 098
André caldas
Intérprete: a app Tatiana Alves

Folha seca

O poema então secou
Na poeira das palavras
Tornou-se chão árido
O verso-fome agoniza
Nas rachadas métricas
Do cálido ritmo agreste

O poeta evoca a tempestade
A vida ressurge das fendas
E em seu segredo demiúrgico
Ventos, chuvas e trovões
Regem a pena da orquestra
A escrita renasce na folha seca

 

Nº 099
André caldas
Intérprete: a app Tatiana Alves

Pneumorragia

Disse trinta e três trinta e três vezes e nada
Dancei tango argentino e bolero e samba e salsa
Respiro tusso respiro tusso respiro tusso
E a febre não passa não passa não passa
E a receita que me resta me restringe me resta
E as traquéias-artérias safenas vísceras pleurais
Laringe faringe brônquios esôfago cacete
Não tem remédio algum que me liberte
Ofegante arquejado precipitado tusso
Respiro tusso respiro tusso respiro tusso

Doutor? Vamos tentar o quê, agora?
Doutor? Vamos tentar o quê, agora?
Podia ter sido mas de novo não foi
A vida... foi não foi não foi não foi
Doutor? Vamos tentar o quê, agora?
Doutor? Vamos tentar o quê, agora?

Nada não há nada a fazer nada.


Irmãs do idealizador da APPERJ Francisco Igreja: Quinhas e Nela acompanhadas da app Marcia Agrau (Pres. APPERJ)


Apresentadores: app Mozart Carvalho e app Sérgio Gerônimo
app Marcia Agrau (Pres. APPERJ); Pedro Ernesto (2º lugar) e Elisa Ramos (Melhor Intérprete)
app Teresa Drummond (3º lugar e Troféu Francisco Igreja) e Tonho França (1º lugar - Prêmio Francisco Igreja)

Outras informações pelo tel: Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863.
Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO

Arquivo histórico:
I FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO

II FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO

III FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO

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