CÓDIGO DE BARRAS - poesia, 106 páginas
Sérgio Gerônimo

LANÇAMENTO DIA 22 DE SETEMBRO 07, no estande da APPERJ/OFICINA Editores, Pavilhão Azul, RioCentro, às 19:30h, durante a XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, Rio/RJ.

 

Já conheço... Esta é uma frase que não cabe ao leitor de Sérgio Gerônimo, sexy poet. Assim o rotulo e assumo sua indiferença por rotulados, mas Sérgio Gerônimo é! Escaneia aromas, decodifica te(n)sões, transa palavras em meio a ritmos e interrogações. Interrogações? Sérgio Gerônimo exclama sem ponto final, sem vírgulas as feridas de um cotidiano urbano visto através de barras invisíveis. Seus olhos brilhantes, red/green feixes, crus são mais que simples telas quadradas ou planas, são megapixels de puros versos nus. Nus? Não! Seminus, pois a nudez completa de suas estrofes caberá a nós, que poderemos ler/tirar a sua última peça íntima, na última página destes códigos por trás das barras. Atônitos perceberemos, então, que toda nudez será compensada.


Flávio Dórea - estilista/poeta


código de barras

Nenhum tempo é suficiente
o facho de luz verde/vermelho
senvergonhamente lê espaços
escala linhas verticais
escaneia do topo ao sopé
horizontal lente
integra indistintamente números e letras
páginas e rótulos
é soberano
não existe leitura igual
nem sentimentos desprezíveis
sequer expressões do tipo
já conheço!
são únicos
demonstra surpresa no ato
quando desata os nós dos vocês
individualmente marca
registra a tatuagem - você
manifesta-se ao mundo por extensão
vértices vindo em algarismos
se zero ou um - binariamente não sei
xis, ípisilon ou zê de séries inimaginávies
em vademecuns perdidos talvez

mas você é código (inviolável)
afinal
ser código é até plausível
puras exclamações
barra é ser poeta

 

Salve! Mais uma vez Sérgio Gerônimo aguça nossa macromicropercepçao! Passeia pela cidade e semáforos falos luminosos convidam a um instigante rodeio pelos espaços urbanos. Não satisfeito, quer mais! Tatuado na pele, barras que decodificam caminhos! O autor insiste e incita à descoberta de infinitas e singulares personalidades em um único ser...
POETA!

Khaled Delgado, médico/músicopoeta/louco


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