App nº 388
Condorcet Aranha

Escritor, Pesquisador Científico - Nível VI, aposentado, Governo
do Estado de São Paulo. Doutor em Ciências, pela Universidade
Estadual de Campinas/SP – UNICAMP. Farmacêutico-Químico,
pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / RJ. Publicações
em dezenas de antologias. Premiações em concursos a nível
nacional e internacional.
www.condorletras.blogspot.com
Espelhos quebram à medida em que os tempos... Passam,
repetem as cenas que serviram como exemplos,
tal como o pó espalhado pelos ventos,
foi encobrindo tanta história em muitos templos.
Porém o vento e também o tempo é que
descerram
todas relíquias, transformando a história
em lascas,
já submersas nas imagens do passado, as quais
encerram
por muito tempo, as nossas lendas eternizadas.
Assim me espelho nos exemplos singulares,
onde verdades fazem morada inevitável,
para expeli-las como pó em muitos pares,
das futuras gerações em que o vento inabalável,
persistente e indomável, leva esperanças
nos futuros
com amor, com união e aonde talvez exista a paz,
pois hoje os exemplos estão em templos muito
duros
e invulneráveis, que só o tempo invencível
os desfaz.
Agora, entendo que os exemplos vêm dos espelhos,
que as mentiras são as verdades passageiras,
não se eternizam nem se prestam como conselhos,
porque dos templos são as lascas mensageiras
as quais farão parte de um conjunto de saudades
que em meio ao pó enterrará a minha história
passageira, entre as mentiras ou verdades,
eternizadas pelo tempo, o mesmo que levou minha memória.