A APPERJ Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro comunica o resultado final da:

Mostra Maximus Premivm 2015

Os poemas foram julgados por literatos reconhecidamente idôneos da comunidade poética brasileira, a saber:

Adriana Bandeira -professora de Língua Portuguesa e Literatura, com especialidade em Produção Textual, formada pelas faculdades de Letras e Educação da UFRJ, autora de projetos pedagógicos que fazem da Literatura o ponto de partida para o ensino da língua materna, autora de artigo publicado no Jornal Hispano-Americano, conferencista e debatedora em mesa-redonda na I Semana Hispânica da UFRJ, e revisora. Integra o Conselho Editorial da Revista Literária Plural.

Astrid Cabral - nasceu a 25/09/36 em Manaus, AM, onde fez os primeiros estudos e integrou o movimento renovador Clube da Madrugada. Adolescente ainda transferiu-se para o Rio de Janeiro, diplomando-se em Letras Neolatinas na atual UFRJ, e mais tarde como professora de inglês pelo IBEU. Lecionou língua e literatura no ensino médio e na Universidade de Brasília, onde integrou a primeira turma de docentes saindo em 1965 em consequência do golpe militar. Em 1968 ingressou por concurso no Itamaraty, tendo servido como Oficial de Chancelaria em Brasília, Beirute, Rio e Chicago. Com a anistia, em 1988 foi reintegrada à UnB. Ao longo de sua vida profissional desempenhou os mais variados trabalhos, fora e dentro da área cultural. Membro do PEN Clube. Detentora de importantes prêmios, participa de numerosas antologias no Brasil e no exterior. Colabora com assiduidade em jornais e revistas especializadas. Viúva do poeta Afonso Félix de Sousa, é mãe de cinco filhos.  

Mozart Carvalho e Adriana Bandeira

Sérgio Gerônimo e Astrid Cabral

Participantes da Mostra

Autor
Poema
Apperjiano

Paulo Cesar de Almeida - Andrelândia/MG

Poética
289
Jorge Ventura - Rio de Janeiro/RJ
Papiro
367
Julice da Gama - São José do Rio Preto/SP
Identidade
Convidada 28
Eurídice Hespanhol - Rio de Janeiro/RJ
Resistência
376
Teresa Drummond - Rio de Janeiro/RJ
Insubordinação
Convidada 41
Maria do Carmo Bomfim - Rio de Janeiro/RJ
Revelação
471
Tatiana Alves - Rio de Janeiro/RJ
Noves fora
351
Luiz Otávio Oliani - Rio de Janeiro/RJ
Ambiguidade
261
Jorge Cosendey - Rio de Janeiro/RJ
A quadra da nossa vida
020

Premiação:

Categoria Única - prêmio no valor de quatrocentos reais (R$400,00) para o vencedor e Troféu Maximus Premivm. O prêmio tem periodicidade bienal, começou em 2011.

PAPIRO - JORGE VENTURA


Sérgio Gerônimo e Mozart Carvalho entregando o MAXIMUS PREMIVM à Jorge Ventura
ao lado de Nyce Cruz.

 

Papiro - Jorge Ventura

papiro aberto sobre a mesa
rota de fuga no papel

faço do lápis o cinzel
a talhar riscos e incertezas

traço grotas, grutas e gretas
a vida torta a toda lavra

destino breve ou longa estrada
verso meu rumo no rascunho

sonhos em vão do próprio punho
no mapa oculto da palavra

 

Poemas concorrentes:

Poética - Paulo Cesar de Almeida

Minha poesia nasce em terra mineira
e segue tranquila pela planície,
harmoniosa, fresca, horizontal.

De repente, como na própria geografia,
uma encosta de saudade, uma subida de tristeza,
um morro difícil de dor
com vento frio no rosto e cacos de vidro no chão.

Depois, a paz de um descampado macio,
e a volta da serenidade total
como se o antes nunca tivesse existido,
e só de tranquilidade fosse minha poesia.

Mas tudo é poesia aos olhos de um cantador,
inclusive uma lágrima, uma dor,
uma cava, uma grota, uma pedra,
uma encosta, uma serra,
o vento, a chuva e o sol.
Mais um morro e outro campo,
e a várzea cortada por um rio.

No meu caminho sempre tem um rio,
que nasce e rola no fio da inspiração.
E, no rio, uma pedra, que serve de ponte,
ao caminheiro que segue adiante,
a buscar outras rimas neste chão.

 

Identidade - Julice da Gama

Sou sobrevivente de mim mesmo
Usurpam  meus direitos e sentimentos
Não os encosto  às palavras
Que me pesam sem dizer
Que nasci para viver
Com identidade, sem revestimentos.
Não tenho imagens, nem história
Tento despir-me dessa tinta inglória
Desembrulhar-me desse não ser
Queria o sol saindo de mim
Com roupagem de sentidos e emoções
Ter um ideal, uma esperança
Ler, brincar, entoar canções
Quero comer pão de fome
Sem  lágrimas do desamor.
Mas os homens do poder
Firmados na quebra da fraternidade
Nos sinuosos terrenos do preconceito
Banalizam e plastificam minha dor
Não sou criança, nem José, nem João
Sou problema sem solução.
Anoitece e olho pela janela da vida
Ela se foi sem dizer adeus
Adormeço nos porões da noite
Enlaço-me em retalhos de sonhos
A sinfonia das estrelas me embala
E meu coração em delírio
Sente o afago de Deus.

 

Resistência - Eurídice Hespanhol

A poesia não existe
ficou na ponta da rota elíptica
largou-se na memória dos incautos
suspirou de morte em abril.

A poesia não existe
morou de favor em Berlim
examinou doentes na África
permaneceu  sob os  lençóis da crítica.

A  poesia não existe
esteve metida em manifestações de sangue
recebeu medalhas de  hipocrisia
sofreu naufrágios
asfixiada pela ostentação dos egos.

A poesia persistiu
escondeu-se  nas horas de esperança
nos tempos do amor maior
pisou rebelde nas redes sociais
e foi consumida  em meio a sede de  consumo.

A poesia escondeu-se da morte
pelas esquinas onde o vento sopra
nos pântanos onde os lírios brotam
nas águas dos rios perenes.

A poesia  recuperou-se
na plenitude de um grão de areia
na superação do ninho
na insensatez dos amantes livres.

A poesia resiste porque mora à parte
nas aldeias onde o mundo sonha
ante o caminho cíclico da arte.

 

Insubordinação - Teresa Drummond

O saber me coloca sobre a corda bamba.
Não me querem dona da palavra,
do grito, do sentido, do rio, do eu.
Equilibro o corpo, a voz, o vento...
Atravesso mitos
à luz das verdades sempre intangíveis.
Recuso-me ser apenas produto!
Luto por liberdade
no avesso dos dias.

 

Revelação - Maria do Carmo Bomfim

O que  mais posso falar
que o meu poema não tenha dito?
O maldito?
O escondido
sem mostrar a minha face?
Que fantasia ainda uso
que por descuido
se apodera do meu corpo?
Que máscara
me veste
me cega
e me afasta do papel
onde me solto e revivo
o que as defesas não proíbem?
Nua
inteira e intensa
faço nascer estes versos.

 

Noves fora - Tatiana Alves

A vida é a arte do encontro.
De contos, de cantos,
E das contas a pagar.

A vida é a arte do encontro.
De contras, de encantos,
Das contas do terço a rezar.

E, na arte e no recanto,
Sem mais choro pelos cantos
Ou contas a ajustar,

Surge, então, o grande encontro,
Sem desconto ou contraponto,
No amor que não se esgota,
No amor que não se quita.
Pois o amor, noves fora,
É o amor que damos conta.

 

Ambiguidade - Luiz Otávio Oliani

“toda palavra é presa e predador
faca e agressor”
Ademir Antonio Bacca

                    não se brinca
                    impunemente
                    com as palavras

                    no reino onde vivem
                    impera a paz
                    dos verbetes

                    lá tudo é mudez
                    nada fere nada sangra

                    mas elas fogem
                    do pai dos burros

                    nas asas da imaginação
                    viram fel façanha fagulha
                                   
                    arvoram-se
                    no direito do voo

                    descobrem
                    que a liberdade só existe
                    fora dos dicionários

 

A quadra da nossa vida - Jorge Cosendey

Eu tenho uma realidade real
Eu bebo a água da lua em cheia
Eu voo e vou na tua como casal
Eu cedo cedo deitado na tua teia
Amor da minha vida tida como ladra
Roubou meu coração de adolescente
Beijou-me de língua naquela quadra
A paixão cega e enverga a gente
Durante os anos letivos nosso amor
Flutuou naquela quadra onde jogo
Relevantes sanos motivos de louvor
Rezou como aquarela que tomo e rogo
Hoje em bodas de pérola e herdeiros
Filhos e netos nesta quadra festejamos
Anos cúmplices de amor pleno e verdadeiro
E assim na mesma quadra retornamos
Cronos amadureceu essa linda união
A Deus agradeço longa vida conjugada
Respeito mútuo, amparo e ainda emoção
Que em versos faço juras nessa quadra
da não pode parar...

O encerramento do concurso aconteceu na sobreloja da Tratoria Gambino, Largo do Machado, Rio/RJ, dia 09 de novembro, 20h.

Coordenadores da Mostra
Sérgio Gerônimo e Mozart Carvalho

Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO

HISTÓRICO DO PRÊMIO

2011

2013


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